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“Em nome de Jesus, satanás, eu te ordeno…” – O equívoco que tem matado a fé e arrastado muita gente à descrença e apostasia

Há uma questão que poucos têm a coragem de aflorar (talvez com medo de serem considerados de endemoninhados) e muito menos de debater em público, mas que em surdina ressoa nos seus âmagos: o porquê de muitas das vezes não se conseguir curar um enfermo ou expulsar um demónio, mesmo fazendo uso da fé e da autoridade e poder que Jesus nos concedeu para, em seu nome, expulsarmos demónios e curarmos os enfermos.

Se o nome de Jesus tem, como a Bíblia diz, a autoridade e poder para expulsar demónios e curar enfermos, então, por que, às vezes, os espíritos malignos, enfermidades e trabalhos de bruxaria não obedecem ao comando dos servos de Deus, ou crente, para saírem das vidas de suas vítimas?!… Esta, na verdade, é uma pergunta que para muita gente continua sem resposta.

Quantas vezes você, servo de Deus ou crente, invocou, aflito, o “nome de Jesus” na tentativa de salvar alguém ou um ente querido enfermo possuído por um espírito maligno ou vítima de um trabalho de bruxaria, mas, a conhecida frase “em nome de Jesus…” simplesmente não funcionou, acabando a pessoa por morrer, abrindo uma ferida difícil de sarar e semeando a dúvida e uma mágoa latente contra Deus no seu coração, ainda que o mesmo ou a mesma não admita tal facto, ou lute com todas as suas forças para reprimir o sentimento que em razão deste evento trágico tomara conta do seu âmago, alma e espírito.

Orar por alguém enfermo (mormente criança de tenra idade) que horas ou dias depois acaba por morrer, é a experiência mais dolorosa, desagradável, frustrante e traumatizante que alguém, principalmente um pastor, pode ter. Eu já passei por esta dura experiência, e vi, na Igreja Universal do Reino de Deus, muitos outros pastores passarem por ela também.

Quantas vezes, no silêncio da noite, o homem de Deus em lágrimas não questionou o SENHOR do porquê daquele trágico desfecho?!… “Senhor, meu Deus, onde errei”?! Por que me humilhaste?!, pergunta incrédulo, triste e abatido o homem de Deus ao seu Senhor, chegando muitas das vezes por duvidar do seu chamado.

É nesta hora que o diabo (caluniador) se insinua na vida do servo de Deus ou crente, aproveitando-se da sua vulnerabilidade, e envenena a sua mente com mensagens subliminares: “Percebes agora o quão mau e injusto é o Deus que serves?!…  Se Ele é Todo-Poderoso e Justo por que deixou o teu ente querido morrer?!…

E o racional humano responde, ainda que em silêncio, que sim, que realmente Deus não fora justo consigo, e que, se calhar, Ele nem existe, que tudo não passa de um estúpido mito… de uma invencionice.  

Ver entes queridos não serem libertos de uma enfermidade física ou mental, ou morrerem prematuramente apesar do nosso esforço inglório para salvá-los, não é, de certeza absoluta, uma experiência agradável.

O pastor, obreiro ou crente cuja invocação do nome de Jesus não funcionou em momentos de vida ou morte, acabando por perder a batalha contra o Mal, dificilmente será a mesma pessoa no que a sua crença e fé no nome de Jesus diz respeito, a não ser que opte por ignorar o sucedido ou imputar a culpa à vítima (à pessoa falecida) ou, sendo esta uma criança, aos seus progenitores. Não é sempre assim?!…

Apesar de ser uma realidade muito presente nas igrejas actuais, mormente neopentecostais, onde os cultos de libertação e cura constituem a tónica dominante do seu ministério “evangelístico”, a “resistência” de demónios e enfermidades de génese espiritual ao nome de Jesus não é uma realidade apenas dos dias actuais.

Há no Livro de Mateus, capítulo 17, versículos 14-21, o registo da cura (libertação) falhada de uma criança lunática pelos discípulos.

Diz a Bíblia que num certo dia um homem aproximou-se de Jesus, e pondo-se de joelhos diante dele, disse “Senhor, tem misericórdia de meu filho, que é lunático[1] e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo, e muitas vezes na água; E trouxe-o aos teus discípulos; e não puderam curá-lo”.

Jesus, respondendo, disse: “Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei eu convosco, e até quando vos sofrerei? Trazei-mo aqui. E, repreendeu Jesus o demónio, que saiu dele, e desde aquela hora o menino sarou.

Então, aproximando-se os discípulos de Jesus, em particular, disseram: Por que não pudemos nós expulsá-lo? E Jesus lhes disse: Por causa de vossa incredulidade; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível. Mas esta casta [de demónios] não se expulsa senão por oração e jejum”.

Meses depois da ressurreição e ascensão de Jesus, um evento similar ocorreu com os sete filhos de Ceva, um sumo sacerdote judeu.

Diz a Bíblia (Livro de Atos dos Apóstolos, capítulo 19, versículos 13-16) que houvera um certo dia que alguns dos exorcistas judeus ambulantes tentaram imitar os discípulos, invocando o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: “Esconjuro-vos por Jesus a quem Paulo prega” (os que faziam isto eram os sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes).

Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo; mas vós quem sois? E, saltando neles o homem que tinha o espírito maligno, e assenhoreando-se deles, pôde mais do que eles; de tal maneira que, nus e feridos, fugiram daquela casa.

Como vêem, nem sempre a reivindicação do nome de Jesus funciona, ou seja, é capaz de per se curar enfermidades e expulsar demónios, excepto se todos os requisitos necessários para tal ocorrer estiverem presentes na vida da pessoa que “em nome de Jesus” reivindica autoridade sobre determinada enfermidade, trabalho de feitiçaria (magia negra) ou espírito maligno (falaremos desses requisitos no próximo artigo).

Segundo a Bíblia, Jesus dissera na altura que aquela casta (tipo ou hierarquia) de demónios NÃO SAÍA sem oração e jejum.

Esta passagem bíblica é mais uma das muitas susceptíveis de causar equívocos em razão de traduções erróneas, pois se você, meu irmão ou irmã em Cristo, não tiver uma boa base de conhecimento não contrafeito (isto é, não falsificado ou adulterado) sobre Deus, sua obra e desígnios[2], a possibilidade de você ser convencido por satanás de que Jesus estava literalmente admitindo a sua incapacidade de subjugar (com a sua autoridade e poder divinos) determinadas castas de demónios, é enorme.

Ou seja, você corre o risco de acreditar que de facto há castas de demónios que não se consegue expelir com a invocação do nome de Jesus, excepto através da oração e jejum, o que não é verdade.

A ausência de oração e jejum são apenas parte do problema, mas o problema maior não está no tamanho da fé[3] ou na ausência de uma vida de oração e jejum. Está, isso sim, na falta de legitimidade espiritual da pessoa que reivindica autoridade sobre uma enfermidade, feitiço ou demónio.

 

Continua no próximo artigo…

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[1] Epilepsia (vulgo doença de gota).

[2] Esta base de conhecimento não contrafeito sobre Deus, sua obra e desígnios você só a terá quando o Espírito Santo passar a ser o seu mentor (um mentor é a pessoa experiente que guia e orienta outra pessoa, oferecendo conselhos, apoio e compartilhando conhecimento para ajudar no seu desenvolvimento).

[3] Como Jesus mesmo disse, havendo fé no tamanho de um grão de mostarda, nada será impossível para aquele que crê.

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