
A Bíblia Sagrada é o livro mais importante e venerado pela maioria dos cristãos. E para mim que humildemente vos falo, não podia ser diferente.
Desde a minha conversão, verdadeira e irreversível, a Cristo, em 03 de Março de 1993 (a não ser que ocorra uma hecatombe, um estado de desvairo muito grande, coisa que, em razão de um evento sobrenatural ocorrido em minha vida, não acredito que venha a ocorrer, voltar para o “mundo” deixou de ser uma possibilidade concretizável, por satanás, em minha vida[1]), que fui tomado por um sentimento invulgar de profundo afecto, respeito e reverência pela Bíblia Sagrada, ao ponto de ficar “irritado” comigo mesmo, sempre que ela acidentalmente caísse ao chão, ou um rato, mosca ou outro vector de sujeira tocasse ou passasse por ela.
Quantas não foram as vezes que quase cheguei a proferir um palavrão involuntário, sempre que um rato, mosca ou barata se abeirava ou tocava na minha Bíblia?!…
Este sentimento, que continuou a fazer-se presente no meu ser interior mesmo após a minha queda, queda esta ocorrida meses depois do meu afastamento injusto e arbitrário do sacerdócio na IURD (injusto por não ter pecado, faltado com o respeito devido ao líder “espiritual” ou a qualquer outra pessoa, fornicado ou subtraído algum valor da igreja, ou feito coisa alguma que justificasse esta medida arbitrária[2]), perdura até aos dias de hoje.
Nos vinte anos em que vivi aprisionado no pecado, por via de relações amorosas pecaminosas, a presença da Bíblia Sagrada sempre me inibiu, ao ponto de não conseguir envolver-me com ninguém, com ela presente no meu quarto.
Sempre tive a percepção que envolver-me pecaminosamente com alguém na presença da Bíblia Sagrada, era uma ofensa a Deus, maior do que aquela que eu estava a expressar com os actos pecaminosos que (em razão da minha condição espiritual) vinha praticando, de forma contínua.
Este pequeno intróito foi para te dizer, meu caro irmão e cara irmã em Cristo, que a Bíblia é para mim um livro sagrado, orientador e digno de reverência.
A Bíblia Sagrada é o livro que toda a pessoa sábia deveria ter em casa e, principalmente, em mãos. E talvez seja por isso que ela é o tipo de livro que, preferencialmente, eu gosto ou me sinto impelido a dar às pessoas de presente.
Mas, e se eu te disser (preciso dizê-lo) que apesar da sua importância ímpar e relevância para o nosso despertamento, conversão e salvação, ela, a Bíblia, não é o “Livro de Deus”?!…
Se estou a falar à toa ou com a intenção deliberada de te desviar da verdade (a verdade santa e imutável de Deus), então, que as mãos do Altíssimo caiam sobre mim, com todo o vigor, e a sua ira me consuma, para que eu sirva de exemplo.
Mas, não… eu sei do que estou a falar: a Bíblia Sagrada que conhecemos não é o “livro de Deus”!… Ela (Bíblia Sagrada) contém (em meio a outros escritos considerados canónicos) a Palavra pura, santa e imutável de Deus, mas… não é o livro de Deus.
E para te ajudar a entender este aparente paradoxo, vamos te propor o seguinte exemplo: pense em uma garrafa com água em que se adicionou um punhado de sal.
Apesar de constituir uma mistura homogénea, a água continua a ser água e o sal, sal. Entretanto, por via da destilação (processo de dessalinização que separa os sais da água através da evaporação e condensação), nós podemos voltar a separar ambos os elementos e identificá-los separadamente.
O mesmo acontece com a Bíblia. Os escritos que a compõem (muitos deles tidos como divinamente inspirados, daí serem considerados de “livros canónicos”) constituem a água do exemplo anterior, enquanto as profecias transmitidas aos profetas, as mensagens trazidas por Gabriel e outros anjos mensageiros, os 10 mandamentos, os ensinamentos do Nosso Senhor Jesus Cristo e as visões sobrenaturais de proveniência divina que encontramos no Antigo Testamento, Evangelhos, Actos dos Apóstolos e Livro do Apocalipse, constituem o sal descrito no exemplo que vimos descrevendo, ou seja, a Palavra genuína de Deus.
O que estamos a tentar explicar?!… Que ao contrário do que muita gente pensa, a Bíblia não é o livro de Deus. Muita gente se escandaliza ao ouvir isso, mas se elas tivessem o Espírito Santo facilmente perceberiam isso.
Continua no próximo artigo…
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[1] Oportunamente explicarei, em testemunho, do porquê desta afirmação.
[2] No momento oportuno falaremos deste e doutros eventos por haver neles informações e ilações espirituais que certamente vos irão abençoar e edificar.
