
À semelhança do que falamos no artigo anterior (Como identificar uma falsa igreja cristã), distinguir um falso profeta ou pastor daqueles que verdadeiramente são e servem a Deus não é uma empreitada difícil. Basta atentar na tendência das suas pregações.
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Falso profeta
A pregação de um falso profeta aquele que se diz detentor do dom ou ministério profético (referimo-nos principalmente a alguns – não todos – que temos aqui em Angola e um pouco por toda África) não faz alusão a eventos divinos futurísticos que lhe foram revelados por Deus, mas na exposição (após uma prévia colecta de informação sobre a pessoa a expor) da vida íntima ou particular das pessoas.
Deus não unge ninguém para falar que o Fulano, Beltrano ou Sicrano padece desta ou daquela doença, que “o teu marido sofre de impotência” ou que “quem está a te feitiçar é um teu tio baixinho, que esteve no teu pedido” e coisas do género.
Tal como nas igrejas mercantilistas e fraudulentas, o charlatanismo é uma das marcas dominantes do falso profeta.
Com a excepção dos charlatões, dificilmente por esta Angola e África afora você encontrará um falso profeta que não incorpore dentre de si um espírito de adivinhação, ou seja, um espírito maligno.
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Falso pastor
Os traços característicos de um falso pastor são ainda mais evidentes em razão da previsibilidade das suas pregações que, hora e meia, acabam por ser apimentados com um comentário ou piada de índole sentimental ou até mesmo sexual, ainda que de forma subliminar.
Um falso pastor gosta de apresentar-se nos púlpitos como um astro gospel e de transformar os seus cultos em momentos memoráveis de entretenimento.
Como dizíamos, há, quase sempre, nos seus cultos uma piada aqui e acolá, em meio a uma passagem bíblica, para dar “sabor” aos seus cultos e manter a igreja em polvorosa, coisas que a plateia carnal gosta, afinal, quem é o carnal que não gosta de uma boa piada de índole sentimental ou mesmo sexual, ainda que subliminar?!…
Outra característica do falso pastor é a lábia, ou seja, o uso de expedientes demagógicos com o fito de lograr, por via do engano, meias-verdades ou manipulação, persuadir os fiéis a aderirem uma campanha ou propósito anticristão.
À semelhança das denominações religiosas em que estão vinculados, o falso pastor sabe exactamente onde tocar para despertar o teu lado emocional e te fazer derramar lágrimas ou te deixar em prantos.
Basta uma música que fala de sofrimento, desemprego ou pobreza; uma pseudo oração em voz melosa ou tristonha (se for com sotaque brasileiro ainda melhor) e, pronto, lá está o povo aos prantos.
São os pastores do emocional dos dias de hoje. A teatralidade, dramatização e capitalização de temas emotivos e tristes fazem parte da ementa quotidiana das igrejas mercantilistas.
Os ensinamentos santos de Cristo são apenas uma manobra de diversão para fazerem as pessoas crer que estão em uma igreja verdadeiramente cristã, e não numa sinagoga de satanás.
O falso pastor desconhece o que é ser humilde. O senso de superioridade está entranhado no seu subconsciente ao ponto de não perceber quando o está a evidenciar. É por isso que você vê muitos pastores em pleno púlpito a pregarem com as mãos nos bolsos.
Há muitos outros sinais que por serem tão evidentes é escuso enumerá-los aqui.
Se você aprender como distinguir uma falsa igreja, um falso profeta e um falso pastor, a probabilidade de você ser transviado do verdadeiro rebanho de Cristo é muito diminuto.
