
Muita gente que lera Mateus 17:14-21 apenas tem prestado atenção à resposta de Jesus quando questionado pelos seus discípulos do porquê de não terem eles conseguido curar o menino lunático, mas não prestam atenção nas primeiras palavras proferidas por Jesus quando abordado pelo pai do menino lunático: “Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei eu convosco, e até quando vos sofrerei?
A quem Jesus estava a se referir quando fez menção à incredulidade e perversidade? À criança lunática? Não!… Ao pai da criança possuída por um espírito de enfermidade? Não!…
Não, porque mesmo que supostamente o pai da criança lunática fosse uma pessoa descrente, o que não é o caso, pois se assim fosse ele não levaria o seu filho aos discípulos de Jesus, a descrença ou perversidade dele não seria a causa da possessão do filho, pois como dizem as escrituras sagradas (Ezequiel 18:20), “Aquele que pecar é que morrerá. O filho não levará a culpa do pai, nem o pai levará a culpa do filho. A justiça do justo lhe será creditada, e a impiedade do ímpio lhe será cobrada”.
Então, a quem Jesus estava (além, obviamente, da turba de galileus não convertidos, descrentes e perversos que se amontoavam curiosos à sua volta para vê-lo a realizar milagres) a chamar de geração incrédula e perversa?!… Àqueles que tinham falhado na sua missão de expulsar demónios e curar enfermos, em seu nome, ou seja… os seus discípulos.
De facto, a incredulidade (falta de fé) e a perversidade (tendência para o mal), reinantes nos corações da grande maioria das pessoas, fora a principal razão por trás do insucesso dos discípulos, assim como do meu ou teu insucesso, quando os demónios e enfermidades de génese espiritual se recusam a obedecer-nos, mesmo eu ou você reivindicando a autoridade e poder que há no nome de Jesus.
É pelas mesmíssimas razões (falta de fé genuína, não fé retórica, e perversidade) que a grande maioria das igrejas e pastores (referimo-nos principalmente às igrejas e pastores pentecostais e neopentecostais) fracassam no seu propósito de cura e expulsão de espíritos malignos dos corpos ou vidas das pessoas atormentadas por enfermidades e malefícios espirituais.
Calma, já já vamos falar das duas armas poderosíssimas que as Trevas (satanás, demónios e bruxos) assazmente temem. Mas, antes, convidamos-te, irmão ou irmã em Cristo, a ler o Salmo 91.
O Salmos 91 é, a par do Salmos 23, o mais conhecido e recitado pelo mundo afora por ser considerado um Salmos de protecção poderosíssimo, capaz de afastar o mal e proteger as pessoas e sua tenda (casa, família, etc) da acção maligna.
O Salmo 91 é, deveras, o Salmo mais lido pelos cristãos, acreditando erroneamente que ele tem poder sobre os demónios, bruxos, feitiços, encantamentos, etc. Mas, lamento desiludir-vos, não tem!… A recitação do Salmo 91 não te dá nenhuma protecção contra demónios, feitiço, etc.
Algumas igrejas e pastores propagaram esta mentira, mas, hoje, você precisa conhecer a verdade, por ser ela quem te libertará das fábulas, mitos, inverdades e manipulação.
Como dizíamos, o Salmo 91 não tem nenhum poder sobre demónios, feitiço, maldições, conjuras, etc. E não somos nós quem o diz. É a própria Bíblia.
Tem dúvidas?!… Leia novamente o Salmo 91, mas desta vez de forma ainda mais atenta e pausada. Que verdade “oculta” você conseguiu descortinar?!… Nenhuma?!… Não faz mal, vamos te ajudar.
Geralmente as pessoas se respaldam nas sentenças dos versículos 1 a 13 do referido Salmo, e é por isso que a verdade mais importante e relevante de todas lhes passa ao largo, isto é, despercebida.
Primeiramente vamos nos ater no que diz o Salmo 91, nos seus versículos 1 a 13, estamos a citar: “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.
Porque ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa. Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguro; a sua verdade é escudo e broquel. Não temerás espanto nocturno, nem seta que voe de dia, nem peste que ande na escuridão, nem mortandade que assole ao meio-dia. Mil cairão ao teu lado, e dez mil, à tua direita, mas tu não serás atingido. Somente com os teus olhos olharás e verás a recompensa dos ímpios.
Porque tu, ó Senhor, és o meu refúgio! O Altíssimo é a tua habitação. Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra. Pisarás o leão e a áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente”, fim de citação.
Passagens lindas e reconfortantes, não é?!… Pois é, mas… nada que está aí escrito te protege de facto contra as Trevas (satanás, demónios, bruxos, etc) e seus malefícios (possessão, feitiço, maldições, conjuras, etc).
A verdade que (passe o pleonasmo) verdadeiramente te protegerá, a ti e sua tenda, isto é, família, é a que vem expressa nos versículos 14, 15 e 16 do referido Salmo.
Preste bem atenção nas palavras e promessas expressas pelo próprio Deus (guarde-as em sua mente e coração, até ao último dia de sua vida): “Pois que tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei”; pô-lo-ei num alto retiro, porque conheceu o meu nome. Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; livrá-lo-ei e o glorificarei. Dar-lhe-ei abundância de dias e lhe mostrarei a minha salvação”.
Continua no próximo artigo…
